Social Media
Este texto é um patrocínio POST PAGO
O título aí em cima já deixa claro sobre o que vou abordar. Sim, a importância – ou não, como diria o Cléber Machado – dos publieditorias nas campanhas de Mídia Social. De cara digo que um dos temas que mais gosto dentro do papel do profissional de Social Media é o planejamento. E dentro da montagem da estratégia, uma dos pontos cruciais passa justamente pela ativação da campanha e o que você vai usar para determinar o ritmo do crescimento e engajamento dos usuários.
Para muita gente a decisão óbvia é reservar uma verba para os “benditos” textos e tuítes pagos ou até mesmo anúncios que explorem sistemas como boo-box ou adwords, por exemplo. Mas é justamente aqui que separamos os homens dos meninos, se é que você me entende…
Pois eu vou afirmar que para muita gente a decisão poderia ser encarada até mesmo como uma decisão “preguiçosa”. Afinal, o índice de penetração de algumas pessoas é tão grande que eles seriam capazes de ativar uma campanha que estivesse vendendo areia na praia. Muito pelo simples fato de que foram eles que falaram que comprar a tal areia é legal.
Mas daí você meteu para dentro da página do Facebook alguns milhares de usuários e passadas semanas percebe que o ER (índice de engajamento)está bem abaixo daquele que você definiu como meta para ROI. O que será que está errado? A culpa é sua?
Sim, é sua! Até porque mesmo que você tenha mapeado muito bem os canais e pessoas que você utilizou para a ativação, muitas delas chegaram porque: a) aderem (superficialmente) a tudo que os agentes de ativação oferecem ou; b) porque o prêmio que você ofereceu era legal. Logo, o engajamento e proximidade com a marca não necessariamente acontecerá e ali fica claro de que os seguidores não necessariamente fazem parte do grupo de reais fãs e consumidores que a marca possui.
Já atuei na coordenação de campanhas que evoluiram para a casa dos milhares em semanas e campanhas que cresceram apenas no ritmo dos centenas. Isso sem contar aquelas que cada usuário conquistado era comemorado com muito entusiasmo pela equipe. A diferença entre elas? O tempo de maturação do conteúdo para conquistar seguidores. A semelhança? O íntimo engajamento entre usuários e marca.
Sabemos que muitas vezes o cliente não tem toda essa paciência. Acredita que porque está pagando, você – o super-herói da web – deve dar a ele o sucesso e relevância imediata. Mas se você tem um planejamento consistente, não tenha medo de argumentar ou falar não a ele. E para falar não para cliente não basta ter um discuso alinhado, é preciso ter subsídios claros de métricas, tendências, gráficos e tudo mais que você possa reunir.
Que fique claro que não condeno o uso de campanhas de ativação (ou até mesmo aquelas feitas no meio da ação) baseadas no publieditorial. Até porque elas fazem parte do jogo e são válidas - para não dizer necessárias quando falamos daquelas de tiro curto. Mas de verdade: existe vida além do post pago.
Sobre @miuradaniel.
Elo perdido entre as gerações X e Y, nasceu jornalista, é viciado em inovação, empreendedorismo, redes, planejamento, métricas, pastel e futebol americano. Atualmente trabalha com Mídia Social na @cdicom.
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