Empreendedorismo

Empreender é preciso. Abrir um negócio não é preciso

Quando falamos de empreendedorismo em qualquer roda de conversa, a tendência primária é que logo o bate-papo se converta num debate sobre ideias para um negócio, quanto custa tirar do papel aquele projeto antigo de faculdade ou quanto tempo se levaria para ficar rico trabalhando “sem chefe”. Afinal, quem nunca sonhou em deixar de lado a vida de empregado, não é mesmo?

Mas será que para inovar é necessário ter um negócio próprio? Até adécada de 80, sem dúvida. Em meados dos anos 90, quase uma certeza. No início dos anos 2000, um não com ressalvas importantes. Hoje em dia, para que um negócio se é possível inovar em qualquer lugar?

Mesmo que pareça estranho para uma parcela do mercado, um dos pontos mais importantes – na minha opinião – para o sucesso de uma empresa/marca/produto atualmente está ligado diretamente ao conceito do intraempreendedorismo, onde os colaboradores de uma companhia são convidados à inovar dentro de uma estrutura corporativa já existente.

Apesar do conceito do intrapeneur (empreendedor interno) ter sido criado ainda em meados dos anos 80, somente com o crescimento das ferramentas digitais é possível perceber uma efetiva aplicação de iniciativas nesse sentido.

E é nesse ponto que trago para mesa um aspecto importante: como utilizar as ferramentas colaborativas e de mídia social para contribuir com os processos de inovação dentro de uma companhia?

Da mesma maneira que é importante ter um conhecimento amplo e capacidade interdisciplinar, como bem colocou a Lívia Brito em seu artigo – aqui mesmo no blog do Café – é preciso pensar em como desenvolver um plano coerente com os objetivos, estratégias e necessidades da empresa.

E para isso o processo de co-criação, discussão por meio de fóruns e iniciativas que reúnem profissionais de diferentes áreas num mesmo projeto são determinantes para o emprego da chamada intra-inovação.

Um dos meus casos de sucesso preferido é o projeto de intraempreendedorismo da IBM, onde um fórum permanente entre mais de 10 mil profissionais da companhia discute soluções de melhorias dos produtos e sistemas da marca.

A nova visão faz cair por terra a ideia de que projetos necessitam estar dentro das salas de reuniões da diretoria. Empresas como o Google permitem que seus colaboradores desenvolvam projetos pessoais que possam se tornar novas receitas para elas.

É por isso que ao pensar em empreendedorismo, é importante enxergarque existem vias além do velho clichê “dono do seu próprio nariz”. Seja um agente efetivo dentro do lugar onde você trabalha, busque desenvolver soluções que contribuam para o crescimento da marca que estampa a sua camisa corporativa. Afinal, empreendedores de sucesso muitas vezes começam assim: ganhando reconhecimento dentro de empresas por serem diferenciados e pensarem no empregador como se fosse dele também.

Sobre @miuradaniel.

Elo perdido entre as gerações X e Y, nasceu jornalista, é viciado em inovação, empreendedorismo, redes, planejamento, métricas, pastel e futebol americano. Atualmente trabalha com Mídia Social na @cdicom.

 

 


 

Sobre Daniel Miura

Diretor de Mídia Social (@cdicom) viciado em inovação, planejamento, redes, RP Digital, música, cinema, livros, pastel e hambúrguer. Atualmente consumindo Inbound Marketing.
  • http://profiles.google.com/rosinara nara borges

    hahaha adorei o post, pois eu estava justamente pensando em já abrir um negócio depois que comecei a vender umas coisas… mas acho que vou continuar assim como estou, devagar e sempre! voltarei mais vezes para conferir as novidades. beijos

    segredosfashion.com